sábado, 27 de junho de 2009

Dream Theater - Black Clouds & Silver Linings (2009)


Por Daniel Cardozo


Estreando aqui nas análises, vou falar sobre o recém-lançado CD do Dream Theater, Black Clouds and Silver Linings. Sou meio suspeito pra falar de DT, afinal é minha banda favorita. Anyways, vou tentar ser imparcial e passar uma análise racional desse cd tão esperado.

Faixa por faixa:


-A Nightmare to Remember

Boa faixa, traz uma introdução forte, uma bateria bem rápida e técnica(o que não é novidade nenhuma quando se fala de Mike Portnoy). John Petrucci faz jus à bateria tão legal da música, traz um riff super divertido, bases legais, além de levadas clean muito bonitas. A letra traz uma temática interessante, algo como um acidente de carro e o que as vítimas passaram. A parte instrumental da música é bem divertida, não é enjoativa, tem boas melodias no teclado legal, apesar do Jordan Rudess ser repetitivo nos timbres pra solos, na minha opinião, aquela caralhada de coisas legais que ele usa não servem pra inovar em timbres pra solos? Enfim, boa música, riff marcante, melodia que fica na cabeça (por que é boa, claro).


-A Rite of Passage

Confesso que na primeira vez que ouvi, a atmosfera me lembrou um pouquinho ‘Home’, ouvi outras vezes e percebi que era viagem total minha hehe.

Bom, é o single, tem clip, mas comparada com o resto do álbum, MUITO fraca. Falta peso? Falta velocidade? Nem pergunte, apesar de que se estou aqui fazendo esse review, deveria saber definir o que falta. Com essa música, eu sinto que o Dream Theater vem aprofundando aquela velha máxima de gravar pelo menos uma música mais vendável pra garantir o leitinho das crianças. O solo é a parte mais interessante da música, melhor que os trechos com vocal. Não é uma música ruim, mas pelo que todo mundo que acompanha a banda está acostumado a ouvir, deixa um pouco a desejar.

-Wither

Fazia tempo que não tinha uma música com essa levada em álbuns do DT, eu particularmente gosto da maioria. Eu gostei de Wither, tem uma letra legal e um instrumental bonito, talvez o vocal tenha me desagradado um pouco em algumas partes, mas não chega a estragar a música. Gostei muito da melodia e do teclado e o Petrucci mostra nesse cd que superou de vez a fase fritador do Train of Throught ao Octavarium, não que ele tenha sido um bosta nesses cd’s e nem que eu não goste deles(o Train of Throught é um dos meus favoritos), mas nesse período ele ficou mais rápido e com menos feeling. Enfim, Wither me agradou.

-The Shattered Fortress

É repetitiva e inova pouco, mas ainda sim é uma música MUITO boa. Eu esperava algo diferente para o desfecho da “Saga da Cachaça”, mas gostei do resultado. Petrucci timbrando muito bem, achei linda essa 7 cordas, Portnoy destruindo tudo na bateria (e no vocal, o de sempre =X), Rudess com seus arpejos legais de The Glass Prison e suas atmosferas envolventes, aliás, nesse álbum, JR não inovou nada em timbres de solo, com eu já disse, mas gostei muito das harmonias e das atmosferas, deram um resultado muito bom. No baixo, o Myung parece que se acomodou, num dos únicos momentos de destaque dele no álbum, ele faz uma reprise da introdução da primeira parte da Alcoholic Suite, penso eu que os baixistas devem estar desapontados com a falta de destaque dele. Gostei da música, muito empolgante.


-The Best of Times

Havia uma grande expectativa em volta dessa música, afinal, é uma homenagem do Portnoy para o seu pai, falecido em janeiro desse ano. Como Mike é um cara perfeccionista, todos já esperavam algo grandioso. The Best of Times correspondeu, começa com uma introdução muito bonita, com piano, violinos, violão, tudo pra garantir uma atmosfera emocionante, a música dá um “salto” e passa pra uma levada empolgante, muito bem feita. Tem uma letra muito bonita, arrepiante em alguns momentos. Tenho certeza que qualquer um ia querer uma homenagem assim vinda de seu filho. Petrucci tem boa contribuição para o resultado final, tão bom, o solo de guitarra tem muito feeling.


-The Count of Tuscany

Por último, a melhor faixa do álbum, na minha opinião. The Count of Tuscany é uma das melhores faixas que a banda já fez, traz feeling, peso, técnica e grandiosidade. Ainda não tive tempo de analisar a letra completa, mas parece ter uma história muito interessante. Traz um refrão pra cantar o dia inteiro, apesar de ter rimas meio óbvias. O instrumental é uma obra-prima, arranjo impecável, passagens divertidas e nada muito cansativo. Me acabei de ouvir essa música, eu confesso.



Muita gente não gostou do Systematic Chaos, eu gostei. Mas pelo que eu ando lendo, Black Clouds and Silver Linings, ao contrário do anterior, teve uma aceitação muito maior.

Não citei anteriormente, mas James Labrie é um destaque nesse álbum, o vocalista mostra boa fase e faz um trabalho impecável. O que contribui para que isso aconteça, pode ser o abandono das notas altíssimas dos primeiros álbuns da banda, não que não seja legal, mas é mais enjoativo.John Petrucci me surpreendeu, pra quem achou os timbres do DVD Chaos in Motion fracos e sem peso, ouvir as guitarras com toda essa personalidade foi imprescindível para provar cada vez mais a boa fase do Petrucci(não, eu não canso de dizer =).

Black Clouds and Silver Linings agradou muita gente, inclusive a mim. Dream Theater não precisa provar mais nada pra ninguém, mas a cada lançamento, mostra diferentes faces e mostra que é possível ser Prog e não ser chato.




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